
Ai como é boa a batida da zabumba!! Nem eu sabia que ia sentir tanta falta!! E olha que nem saímos do Brasil ainda!!!
Tomei isso como minha cerimônia de despedida do Nordeste...
Minha nova paisagem na janela: mar de água barrenta em São Luís.
À tarde, quando Alexandre chegou, tentamos atracar no porto para conseguir abastecimento de água, mas infelizmente não deu certo. A primeira atracação foi meio desastrosa, porque Tudão prendeu a popa, mas Fernando foi passar o cabo de proa por cima do guarda-mancebo (varanda do barco, digamos assim) e ainda com certo atraso, sem prender imediatamente no cunho, segurando na mão. Minha função era cuidar das defensas com Simone e me comunicar por rádio com Alexandre, passando cada detalhe para que a manobra fosse perfeita. Ele é, com razão, absolutamente exigente nesse ponto. Afinal, nem sempre a manobra é fácil e tudo tem que ser preciso, pra evitar qualquer dano, que é de sua responsabilidade. Só que não funcionou a contento, o barco ficou algum tempo solto, obrigando Alexandre a corrigir a manobra e sobrou bronca pra todo lado. Os meninos, muito experientes em navegação cometeram uma falha básica e escutaram um monte. E eu, por tabela, também. Nessa hora, não importa, o capitão grita mesmo, não interessa quem seja. E não vale achar ruim, faz parte do ofício. Atracados, soubemos que esse ponto do porto estava sem água, e não havia outro lugar no porto para atracar, já que havia vários navios, enormes, e outros por chegar (O Porto do Itaqui é o segundo do Brasil, ficando atrás somente de Santos/SP). Assim, voltamos para a âncora sem completar o tanque de água. Só nos resta esperar até amanhã.
Fernando, Alexandre e Tudão saindo da Bebo e voltando pra Meditation, logo atrás.

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